segunda-feira, 27 de julho de 2015

Aplicação do Diagnóstico 2015.II

Ao finalizar o primeiro semestre de 2015, percebemos a necessidade de aplicarmos mais uma vez uma “atividade diagnóstica” para avaliarmos o desempenho dos alunos do 5º Ano da Escola Vilma Brito Sarmento, assim sendo, iniciamos nossa ação no dia 20 de Julho planejando o segundo diagnóstico. Para essa ação utilizamos um conjunto de etapas que visaram à sistematização do nosso trabalho. A aplicação foi dividida em dois momentos leitura e escrita, tivemos a preocupação em levar atividades com um nível regular e que estimulassem o aluno a pensar e refletir, tais como questões conteudistas, estruturalistas e principalmente discursivas. Percebi na elaboração dessa atividade que tivemos mais autonomia e segurança, isso certamente, é consequência das experiências anteriores vivenciadas no PIBID, a motivação faz a ação, e com certeza a ação do subprojeto “Anos Iniciais do Ensino Fundamental” está cada vez mais motivando-me a ser cada dia melhor no que faço.
Contudo, realizamos o enxame nos dias 22 e 23 de julho no primeiro momento trabalhamos com a leitura individual e escrita, naquele os alunos demonstraram avanço em relação ao ultimo enxame aplicado, porém, vejo que ainda há muito a avançar. Na minha percepção, vejo que a maioria dos alunos tiveram um avanço significativo, porém, ainda há aqueles que não avançaram como o esperado, mas ainda há tempo para que estes avance até o final do ano letivo.

Notei durante a aplicação que os alunos ainda apresentam muita dificuldade para interpretar questões do enfoque discursivo, que para me é um dos enfoques mais importante, claro que os demais não são os menos importantes, porém o enfoque discursivo possibilita que o aluno interaja com o texto fazendo com que estes se influenciam mutuamente, contribuindo para a formação do ser crítico e reflexivo.

A partir do levantamento das atividades diagnósticas, iniciaremos nosso planejamento para o segundo semestre de 2015, com o principal objetivo de atender as necessidades de cada aluno para o progresso, será um grande desafio a ser enfrentado, porém, todo desafio é bem vindo para o nosso crescimento profissional.





sábado, 11 de julho de 2015

Oficina Pedagógica: Refletindo Sobre a Prática

Iniciamos nossa ação no dia 17/06 com o planejamento das oficinas, sabemos que para se concretizar uma boa aula o primeiro passo para que esta tenha êxito é o planejamento. Assim sendo, eu e minha colega Samylle juntamente com as supervisoras e coordenadoras do projeto, começamos a planejar a ação pedagógica a partir da construção do plano de aula, onde as coordenadoras sugeriram o tema TRABALHO para desenvolvermos nossa oficina. Para Padilha 2001, o planejamento é o processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando o melhor funcionamento das atividades. Assim, nosso principal objetivo nessa intervenção foi demonstrar aos alunos que todas as profissões são importantes para nossas vidas, pois dependemos uns dos outros, além disso, devemos respeitar todas elas independentes do valor que a sociedade agrega.  


Já com o tema em mãos, fomos pesquisar sobre o assunto proposto e como desenvolveríamos a oficina na classe. Todo nosso planejamento foi baseado sob a referência dos seguintes livros, “Alfabetizar as Crianças na Idade Certa com Paulo Freire e Emília Ferreiro e Alfabetização Método Sociolinguístico”, ambos dos escritores Onaide Mendonça e Olympio Mendonça.
No dia 30/06, tivemos um encontro para socializarmos nossa oficina com os demais colegas participantes do projeto, na minha concepção esse momento de diálogo e colaboração foi de fundamental importância, pois ao se tratar de troca de aprendizagem o outro é peça fundamental nessa caminhada, já que, é com o outro que crescemos e nos formamos seres cada vez melhor.

OFICINA PEDAGÓGICA: DESENVOLVENDO


A oficina foi executada nos dias 07 e 08 de Julho com os alunos do 5º Ano do Ensino Fundamental da escola Vilma Brito Sarmento, situada no município de Jequié-Ba. A princípio, confesso estava um pouco apreensiva, pois, sabíamos que lá estariam presentes as professoras coordenadoras para realizarem um trabalho de observação, porém não me sentir insegura, pois sabia que eu tinha em mãos o plano que nortearia nossa ação. Iniciamos nossa aula como de costume, fazendo a oração e logo em segunda computamos a presença dos alunos que ali estavam.

Sabemos que o jogo quando bem planejado em um contexto didático é um recurso pedagógico eficaz para a construção de conhecimentos, sendo assim, optamos em utilizar para o primeiro momento da aula alguns quebra cabeça com imagens de pessoas representando algumas profissões, para codificarmos os conhecimentos prévios dos alunos.

No decorrer da aula, apesar das inquietações de alguns alunos, eles envolveram-se na brincadeira e conseguiram compreender o foco e a proposta da atividade. Durante a aula, percebi como ponto positivo o envolvimento dos alunos nas atividades propostas, apesar da agitação que se encontrava naquele dia.
Para a segunda etapa da oficina organizamos um caderno com capas coloridas, onde demos o nome de “Meu Diário de Profissão”, nele os alunos registraram o que desejam ser futuramente, essa tarefa foi muito interessante para o desenvolvimento do pensamento, já que, cada um sonha em seguir uma carreira profissional. Ao fim da oficina sentir uma sensação de dever cumprido, pois, acredito que demos conta do recado apesar dos contratempos que ensistem em acontecer, afinal, isso faz parte da vida do professor.








terça-feira, 16 de junho de 2015

Terceira Semana na Escola: Refletindo Sobre Minha Prática

Nos dia 09 e 10 de Junho de 2015, fomos desenvolver nossa terceira intervenção na escola, para essa aula decidimos levar algo diferente dos que já aviamos trabalhado, para chamar mais a atenção dos alunos e lhes proporcionasse o alcance aos nossos objetivos propostos no plano. Resolvemos então, trabalhar com o gênero textual, “música”, utilizamos a música Aquarela, do cantor e compositor Toquinho.

Dessa vez senti-me mais aliviada, pois tudo ocorreu tal como imaginamos, os alunos colaboraram e participaram durante toda a aula, foi bem diferente da segunda semana, onde naquela me sentir desmotivada.
Trabalhamos com as palavras geradoras “Castelo e Gaivota” contidos na letra da música, fizemos um trabalho em grupo com o objetivo de formarmos novas palavras com as famílias silábicas daquelas palavras e classifica-las de acordo com a quantidade de sílabas contidas em cada palavra criada por eles.


Contudo a cada intervenção sinto que o PIBID, está valendo a pena para minha formação e que contribuirá na minha experiência enquanto docente, essa parceria Pibid e Universidade, está  possibilitando-me capacidades para meu desempenho em sala de aula, o que percebo é que a cada intervenção venho desenvolvendo melhor minha prática, pois segundo Arroyo (2000), a atuação do professor implica na articulação de uma gama de saberes construídos no cotidiano do seu exercício profissional, assim entende-se que nos tornamos professores com o decorrer das experiências vividas no dia a dia.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Segunda Semana na Escola: Refletindo sobre minha Prática

A segunda semana de intervenção na escola foi ainda mais difícil, pensei que não iríamos conseguir concretizar nossos objetivos que foram pensados para aquela aula, pois, as crianças estavam muito agitadas e dispersas nesse dia foram vários desafios, tais como, conversas paralelas, saídas para o banheiro como muita frequência, entre outros. Quanto à aplicação e exposição do conteúdo foi tranquilo.
 Ao longo da aula, na tentativa de amenizar os desafios buscamos lecionar a aula de maneira dinâmica, montamos para o dia seguinte um “bingo” (jogo com palavras), porém, amenizou, mas não resolveu, vejo que a maioria os alunos estão desmotivados quando o assunto é “escola”. O que fazer para mudar esse quadro?

Quando estamos planejando a aula, é tão fácil idealizar cada momento do plano, porém, na prática vivemos outra realidade, nada acontece como imaginávamos.
Assim como temos avançado nas nossas reflexões, acredito que também avançaremos na nossa prática docente ao longo dessa caminhada. Na verdade quando iniciamos nossa prática docente as incertezas e o medo toma conta de nós. Enfim, cada semana será um desafio para me.




domingo, 26 de abril de 2015

Primeira Semana na Escola: Refletido Sobre Minha Prática Docente

Antes mesmo de inciarmos nossa primeira semana de intervenção na escola, nos reunimos para planejarmos os encontros e buscamos levar para os alunos algo novo e que lhes motivassem a participar da aula, e logo pensamos em levar uma atividade prazerosa e significativa, assim, decidimos trabalhar com o gênero textual receita, esclarecendo as principais características do gênero. Em linhas gerais, priorizamos como principal objetivo mostrar aos alunos como são usadas as conversões de escrita tais como, alinhamento e segmentação das frases.
O acesso a escola foi favorável por se tratar da mesma escola que já havíamos trabalhado ano passado, foi garantido permissão pela professora regente para desenvolvermos as atividades propostas no plano de aula.
Diante dos devidos esclarecimentos, a professora Jocelice, mostrou-se de imediato a inteira disposição e nos ajudou no desenvolvimento da aula. Realizamos para esse plano de aula três momentos, codificação, descodificação e analise linguística. O foco principal na codificação constituiu a partir da explicação estrutural da receita e exposição de suas características. A seguir descodificamos o gênero textual com questionamentos e interação oral entre a classe. Por fim, aplicamos exercícios de acordo com cada nível de escrita dos alunos.

A partir da leitura dos livros das autoras Naspolline e Onaide Mendonça, percebo que a fundamentação teórica é de fundamental importância no processo da formação de um bom profissional de ensino.  A metodologia recomendada pelos autores torna o ato de ensinar prazeroso tanto para o professor quanto para o aluno. Porém, não poderia encerrar esse relato sem admitir os dilemas e dificuldades encontrados na sala de aula, de início parecia tudo bem, mas durante a aula tiveram momentos inesperados, um dos dilemas que vivenciei, foi uma discussão entre dois colegas da escola, e me pós a perguntar, como agir diante a cena? o que fazer além de apenas separa-los? Será que a solução seria apenas leva-los para a direção?
O momento que sentir mais difícil durante a aula é dá-se início, me sinto insegura quanto a gestão da classe. Contudo, percebi que as crianças reagiram a proposta de atividade de maneira prazerosa, acredito que o fato de ter sido uma atividade diferenciada, que talvez elas não tivessem ainda vivenciado nas escolas no decorrer do seu caminho. No entanto, devo admitir que as indicações de leituras acerca das técnicas de ensino foram marco principal que nos advertiu na nossa prática docente.



quinta-feira, 2 de abril de 2015

Analisando o Diagnóstico

         Depois da aplicação do diagnóstico na turma do 5º ano, nos encontro do dia 06/04 para analisamos os níveis de leitura, produção de texto e escrita de cada aluno, com amparo das professoras supervisoras. Percebi que o nível da turma no descritor escrita não estava tão ruim quanto pensava, mas vejo que ainda assim, a escrita precisa ser trabalhada com intensidade para que a classe avance cada vez mais. De acordo com Moré (2000, p. 72), o processo de internalizarão envolve meditação compartilhada de significado do instrumento que irá proporcionar a operação abstrata do pensamento, à medida que esse processo é internalizado, passando a ocorrer sem a ajuda do outro, a atividade mediada transforma em processo intra psicológico dando origem a atividade voluntária. Assim a criança aprende de forma mais eficaz através de atividades coletivas.

O gráfico nos mostrou que 11% dos alunos ainda se encontram no nível silábico-alfabético, 12% estão no nível silábico. Na do diagnóstico percebemos que algumas crianças têm dificuldades para atribuir valor sonoro a letras (seja vogais ou consoantes), já os que estão no nível silábico-alfabético já reconhecem o som das letras, entretanto elas precisam ser estimuladas a continuar a elaborar hipóteses, sendo necessárias intervenções adequadas.




MORE, Sônia Maria Coelha. O Mundo da Escrita e Sua Concepção sócio-histórica.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Aplicação do Diagnóstico


              Nos dias 25 e 26 de março de 2015 fomos à Escola Vilma Brito aplicar um diagnóstico na turma do 5º ano, com o objetivo de levantarmos os conhecimentos prévios dos alunos e posteriormente elaborarmos o Projeto Pedagógico para as intervenções futuras. Com a aplicação do diagnóstico percebemos que a maior parte dos alunos ainda se encontra no nível silábico, e isso nos assustou muito, pois, para a idade e série deles já eram para esta no nível alfabético, para me foi um choque com a realidade como diz Tardif, as primeiras experiências na escola são as que mais impactam a vida profissional, com certeza esses primeiros contados com a escola marcara a minha carreira profissional enquanto docente.



Deparei-me com uma turma que enfrenta uma deficiência no ensino aprendizagem e que demanda de soluções urgentes, e me pós a perguntar, o que fazer agora? Por onde começar? Não posso negar, sair no final da aula desmotivada, mas com a certeza de que possível mudar, basta uma dose de coragem, determinação e compromisso para que esse quadro seja revertido.



Referência: 

TARDIF, Maurice. Saberes, tempo e aprendizagem do trabalho no magistério. Editora Vozes Ltda, Petrópolis, Rio de Janeiro, 2002.