sábado, 11 de julho de 2015

Oficina Pedagógica: Refletindo Sobre a Prática

Iniciamos nossa ação no dia 17/06 com o planejamento das oficinas, sabemos que para se concretizar uma boa aula o primeiro passo para que esta tenha êxito é o planejamento. Assim sendo, eu e minha colega Samylle juntamente com as supervisoras e coordenadoras do projeto, começamos a planejar a ação pedagógica a partir da construção do plano de aula, onde as coordenadoras sugeriram o tema TRABALHO para desenvolvermos nossa oficina. Para Padilha 2001, o planejamento é o processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando o melhor funcionamento das atividades. Assim, nosso principal objetivo nessa intervenção foi demonstrar aos alunos que todas as profissões são importantes para nossas vidas, pois dependemos uns dos outros, além disso, devemos respeitar todas elas independentes do valor que a sociedade agrega.  


Já com o tema em mãos, fomos pesquisar sobre o assunto proposto e como desenvolveríamos a oficina na classe. Todo nosso planejamento foi baseado sob a referência dos seguintes livros, “Alfabetizar as Crianças na Idade Certa com Paulo Freire e Emília Ferreiro e Alfabetização Método Sociolinguístico”, ambos dos escritores Onaide Mendonça e Olympio Mendonça.
No dia 30/06, tivemos um encontro para socializarmos nossa oficina com os demais colegas participantes do projeto, na minha concepção esse momento de diálogo e colaboração foi de fundamental importância, pois ao se tratar de troca de aprendizagem o outro é peça fundamental nessa caminhada, já que, é com o outro que crescemos e nos formamos seres cada vez melhor.

OFICINA PEDAGÓGICA: DESENVOLVENDO


A oficina foi executada nos dias 07 e 08 de Julho com os alunos do 5º Ano do Ensino Fundamental da escola Vilma Brito Sarmento, situada no município de Jequié-Ba. A princípio, confesso estava um pouco apreensiva, pois, sabíamos que lá estariam presentes as professoras coordenadoras para realizarem um trabalho de observação, porém não me sentir insegura, pois sabia que eu tinha em mãos o plano que nortearia nossa ação. Iniciamos nossa aula como de costume, fazendo a oração e logo em segunda computamos a presença dos alunos que ali estavam.

Sabemos que o jogo quando bem planejado em um contexto didático é um recurso pedagógico eficaz para a construção de conhecimentos, sendo assim, optamos em utilizar para o primeiro momento da aula alguns quebra cabeça com imagens de pessoas representando algumas profissões, para codificarmos os conhecimentos prévios dos alunos.

No decorrer da aula, apesar das inquietações de alguns alunos, eles envolveram-se na brincadeira e conseguiram compreender o foco e a proposta da atividade. Durante a aula, percebi como ponto positivo o envolvimento dos alunos nas atividades propostas, apesar da agitação que se encontrava naquele dia.
Para a segunda etapa da oficina organizamos um caderno com capas coloridas, onde demos o nome de “Meu Diário de Profissão”, nele os alunos registraram o que desejam ser futuramente, essa tarefa foi muito interessante para o desenvolvimento do pensamento, já que, cada um sonha em seguir uma carreira profissional. Ao fim da oficina sentir uma sensação de dever cumprido, pois, acredito que demos conta do recado apesar dos contratempos que ensistem em acontecer, afinal, isso faz parte da vida do professor.








9 comentários:

  1. Lara, muito boa sua reflexão, você demonstra empenhada por aquilo que faz.
    Quais as dificuldades enfrentadas durante a realização dessa intervenção ?

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    1. Oi Dam, minha maior dificuldade na hora de realizar as intervenções é criar estratégias diante os contratempos que insistem em acontecer e principalmente ter controle na classe, uma vez que está demostrar ser muito agitada, dificultando o desenvolvimento da aula.

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  2. Diante a essas dificuldades enfrentadas como você reage? você acha que a indisciplina dos alunos desfavorece o planejamento?

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    1. Sim Samylle, a indisciplina na minha opinião é um dos problemas mais enfrentados e discutidos nas escolas e consequentemente atrapalha no decorrer da aula, infelizmente a acadêmia não prepara profissionais para lidar com problemas como esse. Só aprendemos a lidar com esses problemas na prática e o PIBID está sendo um grande aliado para superarmos esses desafios.

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  3. Ola Rosiara,
    Relatos de grande reflexão para alguém que esta cada vez mais buscando conhecer este mundo pratico que é a sala de aula, nota se que você perceber pontos positivo na intervenção. Existiu pontos negativos? Gostaria que você relatasse sobre a escrita e dificuldades se houve durante a escrita dos diários.Conseguiram sistematizar as ideias referentes a elaboração do diário?

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    1. Oi Lice, assim como os pontos positivos também tiveram pontos NEGATIVOS, que para me o que mais incomoda e não deixa de ser negativo é a saída dos alunos com muita frequência para o (banheiro, bebê água...) isso, na minha opinião atrapalha no desenvolvimento da aula, claro que devem sair para fazer suas necessidades fisiológicas mas com limites para não atrapalhas a aula.

      Quanto o diário tive muita dificuldade para relacionar nossa prática com a teoria, porém esse desafio tem sido superado, pois acredito que o PIBID é o principal contribuidor para isso, talvez só na academia não teria tanto êxito.

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  4. Oi Rosiara! Sua narrativa está cada dia mais linda pois você traz toda a sua sequência didática desde o planejamento até a execução. Vou deixar algumas questões para que você possa refletir: Se você fosse realizar essa aula outra vez, o que mudaria? Como você vem aprendendo a ser professora no chão da escola? Vamos debater?

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    1. Olá Pró! Obrigada pelos elogios, agradeço muito a senhora pela paciência meu avanço é fruto do seu profissionalismo.

      Em relação à oficina desenvolvida por me e Samylle, acho que pecamos no momento da escolha da música (Trabalhador) de Seu Jorge, a melodia é um pouco lenta e não era conhecida pela maioria dos alunos e isso dificultou um pouco na hora de cantarmos juntos.

      Quanto o APRENDER A SER PROFESSORA, venho me tornando no dia a dia, a cada inda a escola novos olhares, novas experiências, que talvez eu tivesse que esperar o sétimo semestre para viver no estágio tudo o que estou vivendo, com certeza desde as nossas primeiras intervenções já não só mais a mesma pessoa, sito-me mais segura a cada inda à escola.

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