É impressionante como é a vida, tão indispensável na medida em que produz reflexão e
significado ao passado. Sinto-me, sobretudo, a necessidade de revisitar o
passado e minha trajetória, a fim de redimensionar as lembranças. Falar de
memórias significa idealizar sob um enfoque que enfatiza a relação entre a
interconexão. Pollak (1992), considera que “a memória sofre flutuações em
função do momento que ela é articulada, em que está sendo objetivada e
expressa”.
Nasci de uma família de 10 irmãos, onde eu
era a sétima filha, atualmente somos em 08, meus primeiros dias de vida fiquei
sob os cuidados da minha avó, pois minha mãe ficou alguns dias no hospital.
Assim começa a história da minha vida, cheia de alegrias e tristeza como
qualquer outra. Mas nunca devo me esquecer que sempre me foi dada uma segunda
ou terceira chance em todos os acontecimentos da minha história.
Na minha infância fui muito feliz, apesar das
idas e voltas da vida, desde cedo tive uma educação ligada à religião, pois
nunca me esqueço as primeiras orações que minha avó me ensinava antes de
dormir. Lembro de muitos fatos que marcaram a minha infância, como as casinhas
em baixo das mesas, recheadas com comidinhas e bonecas, brincava muito o tempo
todo só parava na hora de comer e dormir. Segundo Oliveira (2000), “o brincar
não significa apenas recrear, é muito mais, caracterizando-se como uma das
formas mais complexas que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o
mundo, ou seja, o desenvolvimento acontece através de trocas recíprocas que se
estabelecem durante toda sua vida”. Em outras palavras brincar é uma importante
forma de comunicação, é por meio deste ato que a criança pode reproduzir o seu
cotidiano.

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Como é maravilhoso poder recordar a nossa história, rever as memórias e através delas compreender melhor o nosso presente.
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